“La madrugada herida” de Cabezuelo

“En la radio anuncian la muerte física de Pirandello y, delante del público, 81 años después se nos aparecen telúricos sus espectros.

Ectoplasmáticas, metafísicas figuras haciendo metateatro, actores en los que trágicamente se han reencarnado personajes, Antígona que no podrá enterrar a su hermano, Nora delante de su conflicto vital ¡a ver quien es el guapo que la juzga!. Hamlet que sigue sin poder superar su orfandad. Segismundo en su caverna platónica y destartalada. Pedro Crespo representando el honor , la honra y la rectitud desde la humildad del que sabe que su único patrimonio y patria es su dignidad.

La madrugada herida es una obra redentora, reconciliadora, apanfletaria, fraternal e identitaria. Nos recuerda quién somos, quién fuimos y nuestra naturaleza imperecedera como personajes inmortales. Pirandello, Quevedo, Ibsen, Shakespeare, Calderón, Lorca, Buñuel, Cernuda, Casona, Hernández, Zorrilla, Sófocles, Muñoz Seca, Campoamor y Kent (gracias a las cuales hoy todos somos feministos) … mil referencias para los excéntricos como yo, y en el montaje algún guiño a los coros griegos …. La obra Es un verdadero homenaje al teatro. Trogollones de gracias, he disfrutado como un niño un seis de enero. Gracias. Fernando de las Heras Cabezuelo. Mariano de Paco Serrano y Expresando”.

CRÉDITOS

Crítica realizada por Julio Oporto

Editada para Teartres por María Zozaya

La madrugada herida es una obra de Fernando de las Heras Cabezuelo. Más información clickando aquí.

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SINOPSIS DE LA OBRA

Por Fernando de las Heras

“Madrid, mediados de diciembre 1936, el gobierno republicano se traslada a Valencia. Al frente de la ciudad se halla el alcalde socialista Cayetano Redondo Aceña. El invierno está siendo muy frío, escasean los víveres, y la ciudad es un hervidero de hostigamientos, recelos y filtraciones. Se oyen por la calle canciones revolucionarias que se mezclan con cánticos navideños o villancicos.
La acción comienza sobre las 22 horas de la fría noche en el Teatro Cómico de Madrid, el pequeño coliseo se halla muy cerca de la Puerta del Sol, pero la calefacción está encendida y hay provisión de víveres; un verdadero lujo en esos momentos de miseria y de escasez, un hecho que resulta tan imprevisto como insólito, para que las actrices y actores se sientan cómodos y acogidos. Han sido convocados uno a uno para interpretar, en teoría, a un protagonista de varios títulos del teatro universal, pero el conflicto surge
cuando son demasiados protagonistas, demasiados títulos, previsto, pero no se convoca a ni un solo actor de reparto.
No desvelaremos más. Como autor, me encuentro a mí pesar, de bruces con la memoria histórica, y en estos tiempos me tropiezo con que la cita de León Felipe se fermenta, se extiende en toda su dimensión:  “La Historia es una serpiente que se muerde la fábula”.”

 Fernando de las Heras

Cómo citar esta reseña:

Julio Oporto, “La madrugada herida de Cabezuelo, en  TeArTres,  ISSN 2444-7374,  13-XI-2017.   https://teartres.wordpress.com/2017/11/13/la-madrugada-herida-de-cabezuelo/ 

 

 

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Música para defender os Direitos Humanos

A música converteu-se no último século como uma das melhores vias para levar mensagens ao grande público. O acto de cantar em coro promove os valores da comunidade.
Neste caso referimo-nos à comunidade que acredita nos valores dos direitos humanos. A declaração dos direitos humanos mais disruptiva é provavelmente  a Déclaration des droits de l’homme et du citoyen  de 1789, da Revolução Francesa.

Mais recentemente, na Assembleia Geral das Nações Unidas,  A Declaracção Universal do Direitos Humanos de 1948 conseguiu colmatar algumas das suas deficiências,  através de princípios que permanecem vigentes e encontram na voz humana uma das melhores vias para transmiti-los.

“Voz humana” órgão barroco de la Igreja de São Francisco, Évora. Foto: María Zozaya.

Com o objectivo de apoiar a consistência destes valores o compositor Andreas Schmidt-Hartmann compôs una sinfonia a partir dos 31 dos seus artigos  e de 7 discursos famosos sobre os Direitos Humanos.  O artigo 1 desta Declaração –  “All human beings are born free, equal in rights and dignity” (Todos los seres humanos nascem livres e iguais em direitos e dignidade)-, bem como a carta  do Chefe Índio Seattle  inspiram o  8ª andamento desta Sinfonia.  A “Sinfonía dos Direitos Humanos” é uma obra de arte multimédia que combina o  trabalho  dos artistas y experts altamente  qualificados em  audio y vídeo 3D, como Dominik Rinhofer  e a  equipa do  Dr. Herbert Buchner. Conta com a coreógrafa Anett Simmen y Edward Scheuzger, dois artistas que representarão  o homem e a mulher no contexto da sociedade humana, declamando textos antifonais com dois coros de adultos e um de jovens. Além disso, o público está envolvido diretamente em certos momentos de representação, seja em partes cantadas, ou em partes faladas.

Coral de crianças antes da interpretação da “Sinfonia dos Direitos Humanos”, liderado por Andreas Hartmann-Schmidt (com percussão de Pedro Nascimento). Foto: María Zozaya.

 

O diretor da peça é o compositor Andreas Schmidt-Hartmann, que comanda os músicos, estudantes da “pele Hochschule Musik & Theater Leipzig”. A estreia da peça “Seattle” e “Martin Luther King” está prevista para fevereiro de 2018, com a Associação de Coros de Berlim, na Igreja de Santa Cruz, em Berlim.

O 8º andamento da Sinfonia dos Direitos Humanos  foi ensaiado e apresentado ao público no auditório do Colégio do Espirito Santo da universidade de Évora,  no âmbito das Férias Corais Jovens que decorreram entre 25 e 2 de Julho de 2017,  por 36 jovens entre os 6 e 17 anos e por elementos do Corué e o Coral Évora

Maestro Andreas Schmidt-Hartmann a dirigir uma de suas composições. Fonte Foto: página do diretor

 O Professor  Andreas Schmidt-Hartmann vive e trabalha em Leipzig e Berlim como diretor coral, compositor, pianista e “freelance” na área musical. Ele estudou composição no Conservatório de Música “Hanns Eisler” em Berlim. Desde 2001 dirige vários grupos e coros, o mais recente é o “Berliner Soulchor” e “Discochor” e em 2014 fundou o coro da groove “SphereGroove Choir” . Nos últimos 12 anos, lançou várias músicas de sua autoria, juntamente com o coro juvenil “Friedrichshainer-Spazen”, que já é conhecido por suas performances em direto ne televisão. Ele gravou três CDs com o coro juvenil “Die Feen-Chori”. Também executa composições e arranjos para vários coros e músicos, e é responsável por vários Worshops na Alemanha. As suas composições e gravações estão disponíveis em edições impressas (Funkturm Verlag, Peermusic, Schott). Desde 2016 que se dedica a compor a “Sinfonia dos Direitos Humanos” no âmbito das comemorações do septuagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Sequencia de fotos Na sala do Tribunal da Inquisição, Fundação Eugénio de Almeida (FEA), cuja encarregada cultural explica a exposição “Doris Criolla” a aos participantes das Férias Corais Jovens, organizadas pelo Corué. Foto: María Zozaya.

O “CORUÉ” é o coro da Universidade de Évora, criado em 1983 pelo Professor Manuel Ferreira Patrício. É composto por membros da universidade (estudantes, estagiários, professores ou funcionários), juntamente com residentes em Évora, desde outubro de 2014 que é dirigido pelo maestro Pedro Nascimento.

Corue com alunos das Férias Corais. Foto: Emilio Figueira.

De referir que durante a semana das férias corais jovens  foi efectuada uma visita guiada à exposição sensorial “Doris Criolla” na Fundação Eugénio de Almeida, bem como a visita ao antigo Palácio da Inquisição de Évora, actualmente  convertido num Fórum, um espaço vocacionado para a promoção de acções artísticas, com um foco especial na arte contemporânea, orientados para o compromisso social e por práticas sustentáveis, que aposta numa programação multidisciplinar, formativa e inclusiva  (fonte: http://www.fundacaoeugeniodealmeida.pt/)

Museo de San Francisco, órgano barroco. Évora. Foto: María Zozaya.

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Para consultar a versão original espanhola do texto, haga click aquí.

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Créditos:

Texto en Bold/negrita: María Zozaya

Texto sin negrita sobre las ferias musicales: CorUe, Andreas Schmidt-Hartmann.

Traducción de su texto al español: María Zozaya

Tradução**  e adaptação do texto em Português : Maria João Rasga

**Nota: O texto apresentado em Português surge como resposta ao desafio feito a Maria Zozaya na sua pagina de facebook. Baseado no texto apresentado no Blog de Maria Zozaya.

Fotos: créditos junto a cada foto

Orgão barroco da igreja de de São Francisco, Évora, Portugal. Foto: María Zozaya.

Deshacer la casa

Texto escrito por Rosa V. Gavira

Hay que deshacer la casa, de Sebastian Junyent, me ha producido una auténtica catarsis emocional que a día de hoy sigo procesando.

Dos hermanas se reencuentran después de una larga separación cuando sus padres mueren y han de repartir la herencia. La obra se centra en su relación y cómo ahora deben aprender a tratarse la una a la otra después de tantos años, sueños rotos y expectativas frustradas. Son dos mujeres estancadas en la infancia, incapacitadas para hacer ningún cambio real y maduro en sus vidas por la educación y el condicionamiento recibido.

Muerte en vida por sus bloqueos internos que las impiden crecer y volar.

La obra muestra con crudeza lo que hace el miedo a la libertad inculcado desde la cuna. Las llenaron de ideas y creencias que no eran propias y nunca se sintieron con la suficiente valentía y coraje como para retomar el timón de sus propias vidas.

Sebastian Junyent ha creado un texto magnifico, lleno de matices y de color, que con la acertada dirección de Pape Pérez y ese derroche interpretativo de dos actrices que se dejan la piel en las tablas, Imán Velasco y Charo Gabella, consiguen hacer vibrar cada butaca de la Sala Lola Membrives del teatro Lara. Todo lo que sentí anoche fue motivado por esas dos grandes actrices, que desde el principio de la obra me iban arrastrando de emoción a emoción. Hubo dos momentos que mis ojos se llenaron de lágrimas, segundos después me llevaron a una sonrisa e incluso a la risa, me conduían donde ellas junto al director querían. Se las veía con tanta verdad que todo te lo creías. Han conseguido crear verdaderamente -como dice el director- un “duelo de dos espléndidas actrices”.

Me ha entusiasmado cuando las actrices rompen la cuarta pared y bajan a la platea para compartir con los espectadores sus vivencias. Es precioso ver cómo, sobre todo las mujeres que se están identificando con cada una de las hermanas… !se ponen hablar espontáneamente con los personajes! Creo que, para aquellas personas que les gusta el teatro, han de ver esta obra deHay que deshacer la casa”, por el lujo de ver a estas dos espléndidas actrices hacer un duelo interpretativo. !Os la aconsejo fervorosamente!”

Texto de Rosa V. Gavira

(escritora, filóloga y psicóloga).

Edición para Teartres: María Zozaya

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“HAY QUE DESHACER LA CASA” es una obra de Sebastián Junyent.  Las actrices que lo representan son: Imán Velasco y Charo Gabella, bajo la dirección de: Pape Pérez

Representada en el Teatro Lara  (Sala Lola Membrives) de Madrid. Días: los martes a las 22,15 hasta el 18 de Julio

En la imagen: Pape Pérez (director) Imán Velasco (actriz) Carlos Junyvent (hermano del autor) y las actrices de la obra Charo Gabella e Imán Velasco.

 

Gatadans cumple 10 años. Danza en espacios no convencionales

Por Javier Mosquera de la Vega.
“Gatadans” es un festival de danza que tiene lugar en espacios que normalmente no son los esperados.

Cuenta con una larga trayectoria de actuaciones en el espacio urbano, cuyo objetivo es revalorizar el patrimonio arquitectónico y los lugares comunes de la ciudad, para fomentar el intercambio entre los habitantes con su entorno social.

El último evento ha tenido lugar en un ámbito singular que en los últimos años ha acogido encuentros artísticos especialmente originales (como el histórico Don Juan Tenorio interpretado por cien actores): el “Campo de la Cebada”, junto al tradicional mercado de abastos del céntrico barrio de la Latina, en Madrid.

Gatadans en el Campo de la Cebada. Foto:  “X Gatadns & SecretSundance”.
Este año se celebra el décimo Festival “Gatadans”

Dentro de su programación para celebrarlo, se realizarán espectáculos extraordinarios en espacios no convencionales, así como exposiciones de fotografía, workshops o muestras de vídeodanza. De esta forma, todas estas acciones continuarán alimentando el triángulo irrepetible de “Espacio-Danza-Ciudadanía”.

Foto: Gatadans. DerRonseKavalier.

El décimo aniversario comenzó el 12 de Mayo y continuará hasta el 16 de Noviembre de 2017 por toda la Comunidad de Madrid. Para esta edición tan especial del festival la “Asociación Primario”, entidad organizadora, promoverá la inclusión de iniciativas en los barrios de Lavapiés, La Latina, Carabanchel Alto, Arganzuela, Retiro y en los Ayuntamientos de Torres de la Alameda, San Fernando de Henares, Getafe y Guadarrama.

Gatadans en una plaza urbana de la Sierra. Foto: Asociación Primario.

Entra en colaboración con los proyectos de arte urbano: “SecretSundance”, “Miradas”, “Dans Off Proyect” y “El cuerpo aumentado” entre otros. Con el apoyo de la “Universidad Carlos III”, “Descalzinha Danza”, “El Campo de Cebada”, “Kike Keller”, “Se Alquila Proyecto”, “Hawork Studio”, “Cía. La Intrusa Danza”, “FIVER”, “FITEC”, “Biblioteca Pública Luis Rosales de Carabanchel” y el Grupo “PSICOARTAES” del Colegio Oficial de Psicólogos de Madrid.

 

Foto: Gatadans. Hawork Studio.

Visita toda la programación “X GATADANS” pinchando aquí

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Sugerencia de cita de esta entrada

Javier Mosquera de la Vega, “Gatadans cumple 10 años. Danza en espacios no convencionales”, Teartres, Teatro y Artes Contemporáneas, ISSN 2444-7374, 18-06-2017.

Música conectando a la Península Ibérica (S.XV-XXI): CorUÉ y el II encuentro Internacional de Coros

Por María Zozaya.

La música ha cubierto durante el siglo XIX y XX un papel esencial en la difusión de la cultura,

sea en su aspecto antropológico para el mantenimiento de los ritmos tradicionales, sea en el social, para la difusión de diversos mensajes, que pueden abarcar los sentientales, los festivos de celebración del ciclo agrícola, de nacionalización o de protesta política, entre otros (1).

Tales facetas musicales se han reflejado en el contexto ibérico en la ciudad de Évora, en el II encuentro internacional de Coros, acogido por el Coro de la Universidad de Évora (CorUé), que ha contribuido una vez más a la labor cultural de sacar a la luz referentes musicales históricos para el gran público melómano.
Información del II encuentro Internacional de Coros. Programa de mano por orden de aparición, repertorio elegido por CorUÉ.

Han unido en el escenario un repertorio histórico de música peninsular en toda su dimensión geográfica: 

Los coros “Adagio” de Portimão, “Santa Cecilia”, “Augusta Emérita” y CorUÉ han interpretado piezas representativas de etapas esenciales de la música de España y Portugal. En el repertorio se escogieron piezas populares de tradición oral, como  la jota extremeña de “La uva”, con su derivación en la muñeira gallega con “O vosso galo comadre”. Igualmente, representaron música del renacimiento sevillano y siglo de oro español (Juan Vázquez, Francisco Guerrero), o del Portugal de los dos reinos, cuando estaban juntas ambas coronas (cancionero de Palacio, cancionero de Elvas).
Información del II encuentro Internacional de Coros. Programa de mano por orden de aparición, repertorio de la Coral Augusta Emérita.
Asimismo, se interpretaron piezas de las antiguas colonias española y portuguesa, desde América Latina (son cubano, bolero, cantes de ida y vuelta como las habaneras), hasta el Mozambique africano (Erile), pasando por el amplio espacio de Brasil, representado por ya clásicos de la bossa nova (con Jobim o Vinicius de Moraes), hasta el mundo selvático (Cunhataiporâ), excelentemente interpretado por el coro “Adagio de Portimão”, cuyas notas destacaron particularmente en el evento.
Información del II encuentro Internacional de Coros. Programa de mano por orden de aparición, repertorio del Coro Adágio (Portimâo).
Tampoco faltaron autores representativos del espacio portugués peninsular, con representantes de Évora como Vitorino, o grandes símbolos de la canción protesta como Zeca Fonso con sus “Cantigas de Mayo”, de un disco censurado en su momento, símbolo también de la revolución de los claveles del 25 de abril, y elegido como uno de los mejores de la música portuguesa de todos los tiempos.

 

Información del II encuentro Internacional de Coros. Programa de mano por orden de aparición, repertorio de la Coral Santa Cecilia.
El II encuentro se ha celebrado en un espacio simbólico de la relevancia de la música para esta ciudad declarada patrimonio de la humanidad hace 30 años:

Fue en el Teatro Garcia de Resende, construido entre 1881 y 1890 en Évora gracias al impulso de los ciudadanos concentrados en varias asociaciones y al mecenazgo de dos burgueses emprendedores(2).

Presentación de los 4 coros para cantar “Signore de le Cime” en el Teatro García de Resende. Foto: Sheila Palomares

Es una más de las actvidades culturales de Corue dirigida por el Maestro Pedro Nascimento, quien dirigió a todos los grupos cantando “Signore de le Cime” (Guiseppe di Marzi), que fue dedicada a la coralista Solange Oliveira, quien reciemente dejó de acompañar nuestras melodías. El encuentro internacional de coros contó con Teresa Batista como  introductora de la ceremonia, y fue presentado por Jão Vítor Sousa Santos y por María Zozaya.

Referencias:

(1)  María Zozaya, “Ocio Liberado. El ocio en España durante el siglo XIX”, en: El descubrimiento del Ocio. Guipúzcoa, Diputación Foral: Museo Zumalacárregui, ISBN: 978-84-612-7684-H; pp. 33-65.

(2) Maria Zozaya, “¿Ocio amurallado? El paso de la sociabilidad local al mundo asociativo internacional. Dos casos comparados: Évora-Madrid, 1789-1929”, Bidebarrieta, 2014, 25. ISSN : 1137-4888.

Sugerencia de cita de esta crítica:

María Zozaya, “Música conectando a la Península Ibérica (S.XV-XXI): CorUé y el II encuentro Internacional de Coros”, TearTres, 2444-7374.

Heritales proyecta en la Casa Animal: cine en espacios patrimoniales

Por María Zozaya.
La Casa Animal o Musa Paradisíaca es una instalación contemporánea que se define como un monumento creado para llenar el espacio público.

Se trata de una construcción de hierro que reproduce un hórreo errante, que se transforma en un escenario cuyo  objetivo es albergar piezas de teatro, proyecciones de cine y cualquier idea performativa contemporánea. Es una casa nómada, que se va instalando cada ciertos meses en un nuevo lugar -asociado a una exposición-, donde se convierte en un escenario temporal para todo aquel que la construye en su rellano.

Proyección del festival de cine Heritales en la Casa Animal, Fórum Eugenio de Almeida (FEA/SHE), Évora. Fotografía: María Zozaya

Cuando los organizadores del festival internacional de cine y patrimonio Heritales vieron la casa Animal, consideraron que habían encontrado la horma de su zapato.  Tras verla inaugurada en la explanada del Fórum de la Fundação Eugénio de Almeida (FEA),  programaron proyectar cine en dicho recodo del antiguo palacio de la inquisición, actualmente reconvertido en espacio cultural. Precisamente,  uno de los objetivos de Heritales para abrir la academia hacia la ciudad es proyectar documentales en las paredes de sus muros, y más cuando los espacios tengan un significado civilizatorio, como actualmente dicho centro cultural.

Proyección del festival de cine Heritales en la Casa Animal, explanada del Fórum Eugenio de Almeida (FEA/SHE), Évora. Fotografía: María Zozaya

La edición de Heritales 2017 está dedicada a las comunidades sostenibles, y en este caso se proyectó la película de Pedro Serra “What a strange way of life”, documental sobre comunidades utópicas que buscan la felicidad más allá del dinero o los corsés del capitalismo, y que encuentran su objetivo de vida en los frutos traicionales de la sociedad occidental, basados en la comunidad, la confianza, el trabajo artesanal, y la dedicación cotidiana a la tierra.

Proyección del festival de cine Heritales en la Casa Animal (FEA/SHE), Évora. Fotografía: Joaquim Carrapato.

Respecto a la estructura, este monumento nace de la colaboración entre los artistas de Musa paradisiaca, Eduardo Guerra y Miguel Ferrão, junto al arquitecto Miguel Roxo, con el apoyo del ingeniero Vasco de Barros.

Proyección del festival de cine Heritales en la Musa Paradisíaca, explanada del Fórum Eugenio de Almeida (FEA/SHE), Évora. Fotografía: María Zozaya

Uno de los aciertos de esta arquitectura efímera trashumante Musa Paradisíaca es el hecho de situarse en un espacio abierto, lo que permite la entrada y salida de visitantes, curiosos temporales, turistas efímeros, o interesados en ver el documental completo.

Proyección del festival de cine Heritales en la Casa Animal, explanada del Fórum Eugenio de Almeida (FEA/SHE), Évora. Fotografía: María Zozaya

La propia estructura de la Casa Animal transforma el sentido último del documental, pues favorece las conversaciones entre los espectadores, el movimiento del público y el intercambio de ideas trasnacionales. En este caso aparecieron personas de Portugal y España como era de esperar en zona de frontera, que además fue enriquecido por la presencia de representantes de Polonia, Rusia o Japón.

Secuencia con el público itinerante de la proyección de Heritales en la Musa Paradisíaca (FEA/SHE), Évora.  Al fondo, el Palacio Vimioso que alberga el CIDEHUS-UÉ, sede de Heritales. Foto: María Zozaya.

El público internacional presente ha sido esencial, tanto por convertir esta obra de arte en una verdadera instalación como por favorecer un diálogo efímero más duradero sobre la importancia de buscar vías sustentables para anclar en valores seguros el barco de la contemporaneidad, que no debe regirse por los vientos inestables de las crisis arraigadas en valores poco sólidos o ilusorios.

Secuencias con el público itinerante de la proyección de Heritales en la Musa Paradisíaca. Foto: María Zozaya.

La proyección de Heritales en la Musa Paradisíaca ha sido posible gracias a la colaboración establecida con la Fundación Eugenio de Almeida y la Sociedade Harmonia Eborense, junto con este proyecto de mostrar el patrimonio a través del cine, que nace del CIDEHUS-Universidad de Évora, de Nicola Schiavottiello y María Zozaya.

Proyección de Pedro Serra en el festival de cine Heritales, en la Casa Animal (FEA/SHE), Évora. Fotografía: María Zozaya

Esta es la primera vez que el festival de cine Heritales, desde su edición en 2016, forma parte de una performance, por exponer en una instalación artística y porque al hacerlo ha transformado por completo el entorno social que la alberga.

Proyección del festival de cine Heritales en la Casa Animal (FEA/SHE), Évora. Fotografía: Joaquim Carrapato.

La sesión terminó con el cierre de la Fundación Eugenio de Almeida y también de la Casa Musa Paradisíaca. El festival de cine y patrimonio Heritales, que comenzó el mes de mayo en Monsanto junto al festival EarthFest´17, volverá  a proyectar en septiembre y octubre en Évora, Lisboa, Madrid e Italia. El momento cúlmen del festival serán los días 22, 23 y 2 de Septiembre en Évora, cuando contará con una veintena de realizadores, entre ellos el propio Pedro Serra, a quien agradecemos las facilidades para proyectar su documental antropológico sociológico, que ha contado con varios galardones internacionales.

Secuencia de cierre de la “Musa Paradisíaca” para la sesión de Heritales. Con Pedro Sarreirita, Guilherme Mira, y personal del Forum FEA. Foto: María Zozaya.

Heritales recalca sus agradecimientos especiales al público local e internacional, a Joaquim Carrapato, a Guilherme Mira, a Pedro de la Sociedade Harmonia Eborense, así como al personal del Fórum FEA (Fundação Eugenio de Almeida).

Igualmente, agradece a las entidades que apoyan el Festival:  La Cátedra UNESCO-UÉ y el «CIDEHUS-UID/ HIS/00057/2013»  «POCI-01-0145-FEDER-007702» ; la FCT, FACC, Refª. 440.02 . Proc: 17/1/227; La FEA; Cámaras Municipales de Évora, Beja y Redondo;  y todas las recogidas en la página oficial de Heritales.

La Casa Animal ha albergado otras exposiciones como los “Ensaios sobre a Origem das Espécies” por Magriço, y otras que incorporaremos en breve para celebrar la clausura de esta magnífica casa errante el 30 de junio.

Sugerencia de cita de esta entrada:

Maria Zozaya, “Heritales proyecta en la casa animal: cine en espacios patrimoniales”, Teartres, ISSN 2444-7475, 13-06-2017, https://teartres.wordpress.com/2017/06/13/heritales-proyecta-en-la-casa-animal/ 

El gallo guardián de Rimsky-Korsakov (1907-1909)

Por María Zozaya
El gallo es un animal de pelea. Con el suyo, Nikolai Rimsky-Korsakov ganó una guerra simbólica, pero sin dañar sus plumas.

Tomando como hilo conductor los sueños que parten de una fábula de Pushkin (1), Korsakov termina recreando la esencia popular oriental rusa (2), haciendo crítica al sistema zarista del 1900. Consiguió llamar a las cosas por su nombre, pero ayudado por una nebulosa simbólica que podía confundir discretamente algunos fines de su reprobación.  Ésta fue tan voraz que tardó dos años en estrenarse desde su composición en 1907, pese a lo cual consiguió pasar los límites de la censura (3), probablemente por su planteamiento ingenuo y casi pueril.

Sólo dos personajes son reales, el resto, todo espejismos.

La historia gira en torno a la palabra dada, que reclama indirectamente el derecho de la ley escrita,  haciéndose eco de la democracia que se asentaba en Europa desde el siglo XIX (y probablemente de las palabras igualitarias del padre masón de Korsakov (4).

Algunos de los elementos de la historia conducen a la muestra de las contradicciones del sistema político que criticaba. El propio zar se queja del peso de su corona, lamentando que cuando él pensaba dejar las armas, precisamente era atacado por sus vecinos y sus lógicas de frontera. Esto era una proyección que aludía a las repercusiones de la guerra de Rusia contra Japón (1904-1905), que resolvía en una crítica justificativa que se consuma en sus propias palabras “si uno mira las cosas de cerca, cada vez asustan más”, tal vez premonitorias del destino del régimen zarista.

En un contexto de crítica política clara, donde tampoco falta la apología hacia el padrecito de los siervos de la gleba (que tal vez le permitió pasar la censura), se mezclan varias representaciones simbólicas a través de los personajes principales. El gallo es el guardián, tanto de una tierra como probablemente de los sueños de la nación rusa a la altura del 1900, tierra que necesita despertar, como su zar Nicolás II.

El mago, quien regala el gallo al zar, es el primer soñador. Por un lado sólo quiere en recompensa el amor, porque la riqueza y el rango afirma que sólo crean enemigos. Podían ser alusiones al sueño liberal de la Europa Romántica, haciendo un alegato hacia la caída del Antiguo Régimen, con la que precisamente acaban el mago y su gallo.

En la trama es esencial el azar, pues en el camino del autócrata hacia la guerra se cruza una zarina caprichosa.

Esta busca hombres “que no sean simples sombras que se desvanezcan cuando  se de la vuelta”, y un concretamente uno “que ponga límites a su corazón”, que se traducen probablemente en el freno de las ansias de conquista. La zarina se encuentra con aquel hombre despótico a quien deja ensimismado con la espuma de su voz, y le espeta “Si estás enamorado, goza de cada instante de felicidad… te gusta mi canción?…” (“pues es un sueño” -podemos deducir-). Tras aquel encuentro, el zar pasa, de liderar guerras innecesarias desde su cama (miembras soñaba que el rey es quien gana la partida de ajedrez), a salir con un yelmo oxidado y sobre un caballo con ruedas con el que termina ganando batallas a reyes de copas, picas, tréboles y diamantes, como dice su progenitora irónicamente.

Vídeo: José Luis Téllez, conferencia sobre el Gallo de Oro, Teatro Real

En términos musicales, esta pieza magnífica que se representa en el Teatro Real de la Ópera de Madrid, es una de las grandes obras de este representante del grupo de los cinco.

Con ella, Korsakov consiguió casar el oriente ruso  con el gusto europeo de principios de siglo, y no en vano logró que pasase al repertorio de las principales salas. La puesta en escena y figurinos de Laurent Pelly es sencilla y espectacular al mismo tiempo , revelando la cantidad de efectos que se pueden conseguir con un simple raíl o una grúa elevadora polivalente. La iluminación de Joël Adam colorea el cuadro perfecto, heredero en apariencia del mundo kabuki al que probablemente quieren remitir de manera intencionada por aquella relación con oriente y concretamente con Japón de la época. El elenco consigue traer la magia que quiso comunicar Rimsky-Korsakov,  y concretamente destacan con luz propia Venera Gimadieva (zarina) y el timbre de Alexander Kravets (mago astrólogo), que además de Sara Blanch (gallo) y otros, consiguen generar un ambiente de cuento donde no se percibe lo que es real y lo imaginado, ni siquiera el final donde estos tres mencionados se revelan como lo único que ha existido sobre el escenario, eliminando a los zares de un plumazo simbólico.

 

Referencias:

(1) Basada en una novela popular rusa, El bosque viejo, que fue impresa en 1834 (en principio demostrado en 1933 que era de “La leyenda del astrólogo árabe”, de los Cuentos de la Alhambra de Washington Irving, ver nota 4) .  Aleksandr Pushkin, El Cuento del Gallo dorado , Gadir, 2008.

(2) Arnold C. Schonberg, Los grandes comopositores, Barcelona, Ma Non Troppo, 2007, p. 460.

(3) Nikolaj Rimskij-Korsakov, Mi vida y mi obra (1844-1906), Bruno del Amo, 1934, p. 267.

(4) José Luis Téllez, “Conferencia sobre el Gallo de Oro”, Teatro Real, Madrid.

Sugerencia de cita de esta crítica:

María Zozaya, “El gallo guardián de Rimsky-Korsakov”, Teartres, 2444-7374, 27-05-2017.

Gallo avisador (kazoo), Lisboa, colección particular. Foto: María Zozaya

Música para defender los derechos humanos

La música se ha convertido en el último siglo en una de las mejores vías para llevar mensajes al gran público. El acto de cantar, cuando se hace en grupo, es otro de los grandes apoyos que promueven los valores de la comunidad.
En este caso, nos referimos a la comunidad que cree en los valores de los derechos humanos. La declaración de los derechos del hombre más disruptiva es probablemente la Déclaration des droits de l’homme et du citoyen  de 1789, de la Revolución Francesa

Mientras, en la Asamblea General de las Naciones Unidas consiguió salvar alguna de sus carencias mediante La Declaración Universal de los Derechos Humanos de 1948, cuyos principios aún permanecen vigentes, y encuentran en la voz humana una de las mejores vias para transmitirlos.

“Voz humana” órgano barroco de la Iglesia de San Francisco, Évora. Foto: María Zozaya.

Con el objetivo de apoyar la consistencia de dichos valores, y de encontrar respuestas para las opciones políticas vinculadas a este campo, el compositor Andreas Schmidt-Hartmann compuso una sinfonía a partir de 31 de sus artículos y 7 discursos famosos sobre los Derechos Humanos. De hecho, comienza por su base All human beings are born free, equal in rights and dignity (Todos los seres humanos nacen libres e iguales en derechos y dignidad).

Su “Sinfonía de los Derechos Humanos” es una obra de arte multimedia que combina el trabajo de los artistas y científicos más cualificados en audio y vídeo 3D, como Dominik Rinhofer y el equipo del Dr. Herbert Buchner. Cuenta con la coreógrafa Anett Simmen y Edward Scheuzger, dos artistas que representarán al hombre y a la mujer en el contexto de la sociedad humana, declamando textos antifonales con dos coros de adultos y uno de jóvenes. Asimismo, el público queda envuelto de manera directa en ciertos momentos de la representación, sea en partes cantadas, sea en partes habladas.

El coro de niños antes de la interpretación de la “Sinfonía de los Derechos Humanos”, dirigidos por Andreas Hartmann-Schmidt (con la percusión de Pedro Nascimento). Foto: María Zozaya.

El director de la obra es el propio compositor Andreas Schmidt-Hartmann, quien dirige a los músicos, alumnos de la “Hochschule fur Musik & Theater Leipzig”. El estreno de las piezas “Seattle” y “Martin Luther King” está prevista para febrero de 2018, con la Asociación de Coros de Berlín, en la Iglesia de Santa Cruz de Berlín.

Dicha sinfonía va a construirse en parte en las Ferias Corales Jóvenes, que es un encuentro para jóvenes de 6 a 25 años que tendrá lugar entre el 25 de junio a 2 de Julio de 2017. Las inscricpiones están abiertas, y hasta el 22 de junio tienen el 25% de descuento. Igualmente cuentan con bonos familiares (cuando se inscribe a varios hermanos) y con facilidades para alojar a los niños en Évora en esos días en sistemas de intercambio o alojamiento comunitario que permiten abaratar abismalmente la estancia y favorecer la convivencia. Pueden hacer sus inscripciones en línea,

 

El maestro Andreas Schmidt-Hartmann dirigiendo una de sus composiciones. Fuente de la foto: página del director (https://schmidt-hartmann.de/neue-musik/)

En cuanto al maestro Andreas Schmidt-Hartmann, vive y trabaja entre Leipzig y Berlín como director coral, compositor, pianista e “freelance” en el área musical. Estudió composición en el conservatorio de música “Hanns Eisler” de Berlín. Desde 2001 dirige diversas agrupaciones y coros, los más recientes son el “Berliner Soulchor” y el “Discochor”, y fundó en 2014 el coro de la esfera groove “SphereGroove Choir”. En los últimos 12 años ha estrenado varios musicales de su autoría, junto con el coro juvenil “Friedrichshainer-Spazen”, que ya es conocido por sus actuaciones televisivas en directo. Ha grabado tres CD´s con el coro juvenil “Die Chori-Feen”. También realiza composiciones y arreglos musicales para diversos coros y músicos, a la par que dirige varios workshops en Alemania. Sus composiciones están disponibles en grabaciones y ediciones impresas (Funkturm Verlag, Peermusic, Schott). Desde 2016 se dedica a componer la “Sinfonía de los Derechos Humanos”, cuya presentación está prevista para las conmemoraciones del setenta aniversario de la Declaración Universal de los Derechos Humanos.

Secuencia de fotos en la Antigua Sala del tribunal del inquisición (FEA), cuya encargada cultural explica la exposición “Doris Criolla”  a los participantes en la semana coral de Évora (CorUÉ). Foto: María Zozaya.

Respecto a “CORUÉ” es el coro de la Universidad de Évora, que fue creado en 1983 y lo componen miembros de dicha universidad (alumnos, becarios, profesores o funcionarios) junto con residentes en Évora. También se ha encargado en la semana coral de asegurarse que los jóvenes tuvieran actividades culturales, como la patrocinada por la Fundación Eugenio de Almeida, de la visita al antiguo palacio del tribunal de la Inquisición, hoy en día reconvertido en museo de Arte Contemporáneo donde se mantiene el objetivo de difundir mensajes de unión y creatividad a través de la cultura.

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Consulte aquí la versión portuguesa de Corue y Maria João Rasga.

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Créditos de esta entrada:

Texto en Bold/negrita: María Zozaya

Texto sin negrita sobre las ferias musicales: CorUe, Andreas Schmidt-Hartmann.

Traducción de su texto al español: María Zozaya

Fotos: créditos al pie de cada cual.

Órgano barroco de la Iglesia de San Francisco, Évora, Portugal. Foto: María Zozaya.

Un “Refugio” Kamikaze

Por María Zozaya

Miguel del Arco consigue comenzar una pieza teatral criticando la corrupción política sin que el público decaiga en el desánimo de la realidad.

Provoca que sólo quiera oir las siguientes palabras donde se esconden las contradicciones de una clase política que oculta sus engaños bajo el vocabulario de la democracia.

Dicho vocabulario supone una defensa para los intocables, y para sus detractores, el refugio de los males que atesora la civilización contemporánea. Mientras, su desconocimiento para los desprotegidos supone la huida, quienes eligen permanecer en silencio para olvidar los horrores de la humanidad. El frío de la mentira cotidiana encuentra su contraste en el desierto de los refugiados -se Siria, por alusiones-, sin tierra clara donde arraigar, limitados para desenvolverse en un mundo cuyas necesidades son regidas por el nepotismo y la corrupción, que paradójicamente amparan al exiliado de manera temporal.

Refugio” es la última pieza de Miguel del Arco (1) que representa la compañía Kamikaze en el Teatro Maria Guerrero, del Centro Dramático Nacional de España (2).

Es interpretada de manera magistral por Israel Elejalde, quien encarna un político frío cuyo desmoronamiento es estremecedor al mismo tiempo; por un Raúl Prieto que muestra al refugiado del mundo y de ningún lugar al mismo tiempo; por dos hijos rebeldes nacidos de las contradicciones de quienes crítican a la sociedad del bienestar (Macarena Sanz y Hugo de la Vega). Se trata de un elenco singular donde algunos se pierden en la desidia, como la antigua diva alcoholizada representada por Beatriz Arguello, o el papel de una madre que desiste de salvarla, Carmen Arévalo; mientras, María Morales representa con ímpetu a una muerta que intenta salvarse del hundimiento.  Sólo puede conseguir luchar contra estos males desde la crítica el equipo de la compañía “kamikaze“, que ya ha cosechado numerosos aciertos y triunfos, como la actualización de “El misántropo” de Moliére, o los actores en busca de autor en “la función por hacer“.

La escenografía del refugio es uno más de los aciertos. Un cubo hermético donde se encierra una familia perseguida por los paparazzis, cuando los escándalos de la corrupción pública se cuelan por las rendijas de sus ventanas en un asfixiante ataque sicológico. Recuerda al cuadrado claustrofóbico que usó Veronesse en Mujeres soñaron caballos, en donde la bombona de oxígeno parece a punto de estallar. En “Refugio” se ve acompañado de una serie de recursos técnicos e ilusorios que llevan al espectador a dos mundos, al del componente utópico y falso de la democracia, y al de la búsqueda de un refugio propio antes de intentar acabar con los males que nos destruyen.

Referencias:

(1) Miguel del Arco cuenta, entre otros, desde los conocidos premios Max por su magnífica “Veraneantes” hasta con el galardón del Premio Valle Inclán por su obra “Juicio a una Zorra“.

(2) El equipo artístico lo componen, en el texto y la dirección Miguel del Arco, la escenografía de Paco Azorín, la iluminación de Juan Gómez-Cornejo, el vestuario de Sandra Espinosa, la música de Arnau Vilà, la video creación de Miquel Ángel Raiò, y el diseñode sonido, que termina con un apotéosico “Lacrimosa”, de  Sandra Vicente. Actualmente tienen su sede principal en el antiguo Teatro Pavón.

Citar esta reseña:

María Zozaya, “Refugio Kamikaze”, TearTres, Teatro y Artes Contemporáneas, ISSN 2444-7374, 02-05-2017.

Una biografia en los libros. El mundo de Juan Zozaya en las lecturas que le marcaron

Por María Zozaya

El viaje a través de los libros permite volar al entrar en el espejo mágico de unas páginas de papel. El viaje de la lectura genera cultura, y termina por ayudar a definir una personalidad.

Parte de nuestra biografia encuentra sus bases en los libros que leemos, y concretamente en aquellas lecturas que en un momento dado consideramos que nos han influído. Es decir, los escritos que desde nuestra percepción han sido relevantes en nuestra vida, y como tales las recordamos. Atender a los autores que han modelado la trayectoria de personas dinámicas en el sur fue uno de los objetivos del proyecto “Mi mundo en los libros“, que María Zozaya dinamizó en la Universidad de Évora, con el apoyo de María Ana Bernardo, Madalena Vaz Freire, y Sara Marques par la cesión de la antigua biblioteca del Gobierno Civil.

El proyecto “Mi Mundo en los libros” aunaba varios aspectos de los estúdios que aborda María Zozaya hace años: de análisis biográficos y del encuentro entre el mundo público y privado. El objetivo último, unido a los intereses de estudio geográfico del CIDEHUS, era acercarse al perfil cultural público o privado que construía las biografias de quienes habían ayudado a impulsar el sur en sentido amplio. Biografías que pudieran dar una espécie de perfil de los indivíduos que habían resultado ser motores o activadores de diversos procesos sociales o culturales en el sur Europeo.

La conferencia impartida por Juan Zozaya con este motivo, ayuda a explicar cómo se pueden conjugar una chaqueta de vestir con un cafille jordano cuando las experiencias vitales del exilio te han mostrado que el mundo no tiene límites geográficos, y estos comienzan por la lectura.

Juan Zozaya en la conferencia “Meu Mundo nos Livros”, en la Universidad de Évora, sala antiguo Gobierno Civil (11-12-2014)

Además de la conferencia magnífica, la sesión fue única gracias también a la presencia e intervenciones de los presentes. Por orden de intervención, primero, la maestra de ceremonias Fernanda Olival, directora del CIDEHUS que acogió tan bien este proyecto. Segundo,  Fernando Branco, quien hizo una magnífica presentación sobre el papel del conferenciante en la arqueologia y el significado de Juan Zozaya para propia trayectoria profesional.

Tercero, el público asistente y el público activo de Évora, cuyas valiosas intervenciones destacaron una vez más por su naturaleza cualitativa, representando intensas inquietudes culturales que contribuyeron a enriquecer la explicación del viaje intelectual de Juan Zozaya a través de sus lecturas, generando un debate de hondo calado, parte del cual lamentablemente no quedó grabado. Entre ellos, la profesora de filosofia de la Unviersidad de Évora Fernanda Enriques, planteaba si la educación que recibimos, con las lecturas que ella nos marca en la actualidad, se había adecuado o no a los pasos de la democracia; Takis preguntó por las potenciales influencias de los clásicos griegos, pregunta que sorprendió gratamente porque en efecto habían influido; o la posible influencia de la escritura portuguesa que sugirió Paula Santos, que si en realidad gue apenas apreciable en la infancia y adolescencia de este arqueólogo nacido en el exilio republicano de Colombia, reflejaba una realidad extensible a más individuos de su generación.

Cartel de la serie “Mi mundo en los libros”. Imagen y diseño original del cartel: María Zozaya.

Respecto a “Mi mundo en los libros”, aquel proyecto ideado pensando más en los beneficios de la cultura que en otros campos históricos, quedó un poco en el aire por falta de oxígeno de quien escribe estas líneas. Tras ese espácio de descanso, lamentablemente dinamizado por la triste noticia del fallecimiento del progenitor, quise colocar literalmente en la nube este testimonio del alcance inmenso que pueden significar los libros a  nivel personal. Como decía mi padre, el resto pasa, pero la cultura siempre queda, al igual que la música; y al igual que ellas, queda para siempre aquí esta conferencia sobre las lecturas de Juan Zozaya Stabel-Hansen (*Bogotá, agosto de 1939, +Ciudad Real, enero de 2017).

A él el primero, junto a los ya mencionados, expreso mi particular agradecimiento por hacer posible aquel momento, con todas aquellas personas que contribuyeron con su presencia o sus voces al rico debate, así como a la colaboración del gabinete de comunicación de Évora, a las mencionadas Olival, Bernardo, Freire y Branco, así como a Francisco Brito por la edición final del vídeo.

“El síndrome Guerin”, o la absorción por el cineasta antiguo

Por María Zozaya

Varios espectadores han sido absorbidos por la intensidad de las películas de José Luis Guerín:

Hipnotizados por sombras de sus hojas que no caen; encandilados por sus reflejos a contraluz; entusiasmados por sus búsquedas de recuerdos difusos (1); aturdidos por las memorias de un pasado que aparecen como futuras (2); onubilados por sus técnicas antiguas que se convierten en revolucionariamente modernas cuando son traídas de la mano de este cineasta deconstructor (3).

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José Luis Guerin en el Ciclo de cine en Évora (Cinema Fora dos Leoes+ Coleção B). Foto: María Zozaya
El diagnóstico (en el sentido griego de la aptitud para conocer) del “Síndrome Guerin” revela un estado de euforia mental ante la sucesión de sus filmografías, y en especial ante el debate con el genio maquinador de sus negativos.

Se trata de una hipnosis permantente ante sus imágenes en blanco y negro, jalonadas por el sonido secuencial de las vías del tren en un viaje articulado con el giro de la moviola del cineasta. Sus inspiraciones en el azar y el sentimiento pasado consiguen que su apertura en el camino de la libertad haga volar al público entre los cielos de su filmografía. Su anclaje en la cultura clásica y del renacimiento remiten a un mundo de temas universales que consiguen convertir al espectador en uno más de los protagonistas silenciosos y casi ausentes de sus películas.

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José Luis Guerin debate en el Ciclo de cine en Évora (Iglesia de San Vicente). Foto: María Zozaya

Esos son algunos de los efectos provechosos de la presencia del barcelonés José Luis Guerin en Évora,

en el ciclo dedicado a su filmografía , donde los asistentes han tenido la fortuna de contar con el autor en varios debates, fuese en la desamortizada Iglesia de San Vicente, fuese en el Auditorio Soror Mariana.  Entre los muchos convidados, el día 16 de diciembre su mirada  hacia el celuloide estuvo cruzada con la de Susana de Sousa Dias, cineasta portuguesa con gran inspiración en la espontaneidad entrevistadora. Abordaron múltiples campos de la gestación y producción fílmica, de las improvisaciones y la guía esencial de los protagonistas que pasan a adueñarse de ese lienzo vacío que después retrata la pantalla.

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J.L. Guerin y S. Souza Dias en el debate sobre sus “leit motiv” en la Iglesia de San Vicente (Coleção B). Foto: María Zozaya.

A quien escribe estas líneas le interesaron en particular dos cuestiones. Primero, plantear las enseñanzas de sus experiencias entre la libertad intiutiva y el raciocinio educativo. Es decir, ahondar en el tema de cómo controlar las contradicciones nacidas entre la defensa de la libertad creativa y la necesidad de domarla, especialmente para acabar una película interminable ante los dictados de la inspiración, pero necesariamente finita por el cesarismo económico o los límites de un tiempo finito.

Segundo, en ese viaje psicológicamente iniciático surcado por el timón del autor sobre nuestras cabezas, produjo cierta fijación el plantear cómo se articulan las sombras de sus películas con sus miedos, si los supera al reflejarlos, y hasta qué punto la búsqueda de esas sombras, como las personas amadas en el pasado, se traduce en una búsqueda de uno mismo (que no necesariamente se ha de encontrar). Esas inquietudes son de nuevo reflejos de cómo los caminos abiertos por ese genio creativo en nuestra masa gris (sepia tras el efecto Guerin) son tan amplios como la dimensión de sus fotografías o filmografía en blanco y negro.

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Souza atenta a las preguntas en el debate con Guerín, Igreja Sao Vicente. Foto: María Zozaya
El ciclo de Guerin se ha prolongado del 5 al 19 de diciembre y ha sido organizado por varios motores del cine eborense,

Con sus tres jinetes del celuloide a la cabeza: Luis Ferro, José Manuel Martins y José Alberto Ferrerira, y sus respectivas instituciones (los Departamentos de Filosofia y de Artes Escénicas de la Universidad de Évora, el Cinema-fora-dos Leões y Colecção B).

El ciclo ha contado con un activo público que enriquece los debates, parte del cual quedó retratado en la galería de fotos, donde aparecen desde la Directora General de Cultura del Alentejo Ana Paula Amendoeira, hasta aquellos organizadores citados o los propios contertulios. En este sentido, el público asistente a las sesiones de Guerín representa esa masa crítica tan importante para mantener el fuerte nivel de algunos debates de Évora, donde los resultados intelectuales se miden por la calidad de los asistentes y no por su cantidad, en la línea positiva que ha venido caracterizando otras sesiones culturales en la ciudad (4).

Cartel anunciador del ciclo Guerin en el Cineclube de Évora.

Si bien los debates siempre son irrepetibles, seguidamente adjuntamos otras entrevistas de los citados autores. Primero, la trabada entre José Luis Guerín y Víctor Erice, en “La forntera de los géneros: duetos”, en el Congrés Internacional de Cinema Europeu Contemporani 2005.

A continuación, la entrevista a Susana de Sousa Dias, en las naves del Teatro Español, en el antiguo Matadero de Madrid, todo un referente simbólico para el tema tratado en  su documental “48” .

Referencias del texto:

(1) J. L. Guerin, Dans la Ville de Sylvia (84′) 2007.

(2) J. L. Guerin, En Construcción (125´)  2001.

(3)  Como queda patente en la realización de J. L. Guerin, La dama de Corinto. Asimismo, F. Calvo Serraller; A. Martínez Aguiar, La dama de Corinto de José Luis Guerin, Museo de Arte Contemporáneo Esteban Vicente, 2011.

(4) Además de los ciclos de cine organizados por el cineclube se pueden referir otros ciclos culturales como  Meu Mundo nos Livros ,    Objetos com História Conversas sobre...

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Sugerencia de cita de esta reseña:

María Zozaya, “El Sìndrome Guerin, o la absorción por el cineasta antiguo”, TearTres (20-12-2016),  ISSN 2444-7374 .

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José Luis Guerin en el Ciclo de cine en Évora organizado por Cinema Fora dos Leoes con Coleção B, el Departamento de Filosofía y Departamento de Artes Escénicas de la Universidad de Évora. Foto: María Zozaya

Cena de arte y literatura

Por María Zozaya (CIDEHUS-UÉ)

Los alumnos de la escuela secundaria Manuel Ferreira Patricio están de enhorabuena artística.

Igual que todas las personas creativas que quieran asistir a este brain-nstormig cultural. Gracias a la iniciativa de Fernando Gameiro y Manuel Piçarra, van a poder disfrutar de un dinámico evento para promover sus habilidades y vocaciones. Pocas iniciativas pedagógicas se vinculan de esta manera a promover el encuentro entre los estudiantes con habilidades más sobresalientes no siempre reconocidas ni motivadas en un mundo más preocupado por las imperiosidades del capitalismo.

En un ambiente cultural distendido se mostrará una exposición y los alumnos conversarán sobre ella, luego se cenará con autores destacados que leerán sus poemas, hablarán de su música  o explicarán los secretos mejor guardados de las bibliotecas que dirigen. Los eternos estudiantes leerán poesías de sus tierras natales, como los sirios Nour Nasser, Ramez Dwite o María Zozaya, entre otros. Los alumnos portugueses entrecruzarán sus ideas artísticas con sus propios poemas y las conversaciones nacidas al pulso de las conferencias. Esta cena literaria es una forma de promover la excelencia y la calidad de la pedagogía vocacional, e incitar a ver el poderoso artractivo de la cultura para los alumnos con habilidades no siempre descubiertas en los programas educativos.

(ENG) ARTS & LITERATURE FOR DINNER

A complete evening with a dinner dedicated to interdisciplinary arts, for academics & pupils of Secondary School Gabriel Pereira to promote their vocational skills.

This event is a collage in a cultural ambiance, to promote brain-arts-storming, to show best pupils vocations, promoting their interventions, conversations, ideas & creativeness. This event mixtures the skills of the students with the knowledgement of the participants: poets, writers, musicians, Phd´s in History, library director & teachers. Looking for synergies with their imagination, skills and our knowledgement, in a multicultural collaboration context (Portuguese, Syrians, and Spanish).

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(PORT) JANTAR LITERÁRIO

Membros da Escola Secundaria Gabriel Pereira organizam um jantar para motivar a comunidade escolar a fomentar a leitura, a creatividade e mixturar a vocação artística nas Humanidades e Ciências.

Este evento multicultural (Literatura, poesia, musica) e transnacional (Portugal, Síria, Espanha) promove a participação dos alunos para motivar que projectem as suas habilidades nas suas áreas preferidas e favorecer a criatividade, como formas pedagógicas de motivar vocações para a aquisição e difusão do conhecimento.

Este evento terá lugar no dia 7 de dezembro, pelas 19:15, no pavilhão central da escola e conta já com a confirmada presença da Diretora da Biblioteca Pública de Évora Zelia Parreira e de dois escritores eborenses: António Henrique Conde e Manuel Silva-Terra.

Programa do Jantar literário

19.15 – Abertura do evento pelo Diretor do Agrupamento nº2 de Évora. Fernando Gameiro, Manuel Piçarra.

19.25 – Momento musical

19.30 – Apresentação de trabalhos de fotografia e poesia pela turma S1 do curso EFA da ESGP

19.50 – Apresentação do blogTurma 10ºF Literatura Escola Gabriel Pereira”

19.55 – Visita guiada à feira do livro (Sala de Leitura da BEGP)

20.15 – Jantar

20.40 –  Leitura de textos literários (momento aberto a todos os alunos da ESGP)

21.30 – Preleção pela Diretora da Biblioteca Pública de Évora, Zélia Pareira: a importância da leitura

22.00 – Apresentação de um livro pelo professor e escritor António Conde

22.30 – Apresentação de um livro pelo professor e escritor Manuel Silva Terra.

23.00 – Momento musical

23.10 – Preleção pelo Diretor da biblioteca da Escola Secundária Gabriel Pereira e Coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares de Évora (RBEV)

23.20 – Encerramento

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Organizan:  turma de Literatura Portuguesa 10ºF e da Biblioteca da Esc. Sec. Gabriel Pereira. Fernando Gameiro, Manuel Piçarra; María Zozaya (parte HD) .

CorUÉ. El coro de la Universidad de las Eboríadas a las Shubertíadas.

Las Shubertíadas (“Shubertíade”) era un tipo de encuentro que se realizaba en el siglo XIX para conmemorar al gran compositor austriaco Franz Schubert (1797-1828),

uno de los más señalados del romanticismo temprano europeo. Dicho encuentro quería homenajear aquel prolífico músico que falleció con 32 años. Las Shubertiadas tuvieron lugar en sus primeros años en Viena, eran encuentros en espacios de sociabilidad privados, normalmente “soirées” en casas de las damas que recibían a la alta sociedad y a menudo congregaban a los propios compositores (1).

En Évora se retomó la idea de aquella conmemoración para reunir las Eboríadas Musicais, en título paralelo a Los Lusíadas de Camões.

La última eboríada fue coordinada por Pedro Nascimento y tuvo lugar en el Teatro Garcia de Rezende, uno de los mejores teatros a la italiana del Sur de Portugal. En él se reunieron diversos profesores, coralistas y profesionales de la música por la causa común de los diabéticos. Mostraron su versatilidad en los estilos de interpretación de la música de la Etapa Contemporánea al hacer un intenso recorrido que comenzó arrebatadoramente con el aria en que  la bella Norina lee una novela entre risas y ensueños, del pasaje de Don Pascuale (Donizzetti),  interpretada por In Pinto, quien volvió a mostrar su “brava” presencia cantando “La folia” de Rameau Platée, entre el mundo barroco y clásico.

Al piano fue interpretada con soltura graciosa -e incluso aire bufo de Mozart– una pieza compuesta por aquel en 1778. Igualmente, el Capricho número 15 del Luthier Luighi Legnani. Del siglo XX se tocaron varios pasajes, uno de los estudios de Aitor Villalobos compuesto entre 1924 y 1929; una de las músicas para concierto de Tedesco, de 1939 (quien compuso tanto para piezas teatrales de Shakespeare como para películas). El coro a capella “Be4Nine” interpretó sonidos clásicos del Samba Jazz en la línea de “Agua de Beber“, para terminar con otros históricos del soul como “I can See Clearly Now” (Johny Nash).

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Las Eboríadas fueron presentadas por el profesor Pedro Nascimento (Los Álamos), director del Coro de la Universidad de Évora (CorUÉ). Entre las intervenciones más destacadas de CorUÉ en 2016 pueden destacarse,

Primero, el homenaje al profesor Manuel Ferreira Patricio (en la imagen), quien dirigió el coro muchos años y le dio la estructura actual. Este coro portugués, en su vocación cosmopolita que le lleva a acoger a miembros de alemania, españa o grecia, interpretó un repertorio internacional con canciones brasileñas (Balaio), africanas (Aya Ngena), portuguesas (Haja o que houver), francesas (Tourdeon) o del gospel afroamericano (Wade in the water).

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La segunda actuación que merece señalar es aquella que destaca al coro en los actos universitarios, la del primero de Noviembre.

En este día, CorUÉ interpreta a cinco voces la famosa pieza de Johannes Brahms Gaudeamus Igitur, que hace un canto a la sabiduría, el intelecto y los profesores, que en este caso representan a la segunda universidad más antigua de Portugal, que data del siglo XVI y cuenta con el reconocimiento de la excelencia intelectual, desafío en el que insistieron los discursos de las autoridades científicas y ministeriales invitadas al evento. Acorde con esa loa al saber, la mayoría de las canciones escogidas por CorUÉ fueron del cancionero portugués de dicha centuria que trajo la universidad a esta ciudad histórica declarada Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO hace 30 años.

Notas y créditos

(1) Christopher H. Gibbs. The life of Shubert, UK: Cambridge University Press, 2000.

Créditos de las imágenes de la entrada: María Zozaya.

Créditos de la foto de cabecera: Sociedade Harmonia Eborense, Évora años 20, fuente: Arquivo Fotográfico de Évora.

Créditos de la Galería de fotos a continuación: María Zozaya.

Fotos del Coro de la Universidad (CorUÉ) en el homenaje a Manuel Ferreira Patricio.

Galería de fotos  del homenaje a Manuel Ferrera Patricio

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Una barca para el infierno entre Évora y Coimbra. Gil Vicente, CENDREV & Escola da Noite

Por María Zozaya 

Cuenta la tradición que estando a las puertas de la muerte la mujer del rey don Manuel I, se representó para ella el Auto de la barca del infierno.

En su lecho en el palacio de estilo gótico flamígero que entonces albergaba la Corte en Évora, tuvo que enfrentarse a la crítica de la tiranía fiscalizada por el propio diablo. La obra, del Plauto Lusitano Gil Vicente (1), invitaba a la reflexión sobre cómo el espejo de la vida se tendría que reflejar en el río de la muerte, para saber si dirigir las almas al cielo o al infierno.

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José Russo (CENDREV). Foto: Paulo Nuno Silva

El juicio se desenvuelve en una escena donde se figuran dos barcos, el de la gloria comandado por un ángel, y el del infierno dirigido por satanás. Allí van pasando candidatos a quedarse en la primera barca; sin embargo, terminan en la segunda porque el diablo es buen conocedor de sus seguidores en la tierra. Éste, a mi juicio se presenta como el primer moralista, repartidor de justicia ante quienes quieren olvidar sus propios errores como “ignorantes pecatorum”. “Servir a satanás siempre te ayudó” -dice una de las interpelaciones- “!calla!, me cegó”, espeta el pecador intentando salvarse del fuego eterno. Con tales discursos van pasando, entre otros, la alcahueta, quien también quiere escapar hacia la nao pilotada por el ángel “a esta barca del fondo voy yo, que es más real”; sin embargo, luego se encontrará con sus amigos, supuestos representantes de la justicia, el corregidor y el procurador, que son enviados a los infiernos junto a los escribanos. Concordando con los prejuicios religiosos propios de la época, no podía faltar el estereotipo del judío, y más cuando la comunidad hebrea fue expulsada de Portugal por el propio Rey don Manuel I.

Haciendo una lectura desde la Historia Cultural, podemos interpretar cómo, a través de esos “tipos” se dibuja un mapa de la imaginería de la maldad y los oficios a los que se asociaba  en los reinos cristianos del siglo XVI.

Ese cuadro escénico queda completado cuando los únicos que llegan a la barca de la gloria son los cuatro caballeros cruzados que murieron por luchar por el cristianismo. Es probable que esa embarcación sea susceptible de múltiples interpretaciones culturales. Sólo haciendo una comparación con las naos más conocidas en la tradición cristiana, si esa barca fuera la de Noé, estaría recogiendo  a los animales que simbólicamente representaban los males en la época; mientras que en la tradición  paleocristiana de la barca de Caronte para cruzar la laguna estigia, sólo llegarían los caballeros previo pago de su óbolo.

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Igor Lebreaud, Jorge Baião, Miguel Magallães, José Russo. Foto: Paulo Nuno Silva

En este caso, la representación de dichos naúfragos de la vida viene de la mano de la magnífica conjunción de A Escola da Noite de Coimbra (ENC) junto con la compañía residente en el Teatro Garcia de Rezende en Évora, el CENDREV. José Russo toma una parte esencial con una estética perfectamente grotesca del diablo. Jorge Baião encarna diversos papeles categorizadores de los vividores cantantes del Tourdion, ambos en una estética de los cómicos de la legua (2) que ya han cultivado en piezas como “Ñaque” de Sanchís Sinisterra. Igor Lebreaud representa varias figuras del mal, sea encarnando la cobardía  que ni puede esconder su diabólico rabo, sea con la injusticia jerárquica que comanda, ejemplificada con el latín que habla (3). Entre el elenco de actores se cuentan Miguel Magalhães, situando las escenas o haciendo piraterías; el ángel Rosário Gonzága; la representación del judío ydel “onzeneiro” Rui Nuno, que también presta su voz a la marioneta del ahorcado; la alcahueta Ana Meira y Maria Joao Robalo, que consiguen dar vida a los siete pecados capitales.

Entre otros  aciertos de la representación se cuenta la escenografía (João Mendes Ribeiro), con las escaleras hacia el anhelado cielo que representan los mástiles de los barcos, así como el emplear diversos muñecos y marionetas (Ana Rosa Assunçao), haciendo referencias -incluso con las rejas que inicialmente separan el escenario- a la tradición marionetista de Évora, y concretamente de los “bonecos do santo Aleixo” (3).

A Escola da Noite y el CENDREV consiguen revivir el espíritu del considerado fundador del teatro portugués Gil Vicente. Van a representar a “Embarcação do inferno” en Évora hasta el 30 de octubre y desde entonces en Coimbra (TCSB), pieza moral sacramental que componía trilogía con el “Auto de la barca de la gloria” y “El auto de de la nave del Purgatorio” (4). En el caso del teatro español, cabe mencionar que los revividores de esa tradición dramática de Gil Vicente también vinculado al teatro castellano han sido principalmente las hermanas Zamora con la compañía Nao de Amores,  con la propia tragicomedia que les da el nombre y precisamente la están representando en Almada hasta el 13 de noviembre.

Notas:

(1) Datada entre 1517, según recoge Cayetano de la Barrera, Catálogo biográfico y bibliográfico del Teatro Antiguo Español,  London, Tamesis books, (1a ed., Madrid, 1860), pp. 475-476. Las dataciones de su propia vida oscilan, nosotros recogemos el nacimiento aproximado en 1475 y la muerte en 1557 que aporta la citada obra de Barrera  (p. 475), y las fechas de 1465 y 1536 que ofrece la Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.

(2) Sobre los cómicos de la legua: María Zozaya, “Ocio Liberado. El ocio en España durante el siglo XIX”, en: El descubrimiento del Ocio. Guipúzcoa, Diputación Foral: Museo Zumalacárregui, pp. 33-65.

(3) Están muy bien escogidas precisamente por la dureza de aquellas marionetas cuando llegaban a las ciudades: María Zozaya, “Ocio Amurallado? El paso de la sociabilidad local al mundo asociativo internacional” Bidebarrieta 25, 2014, pp. 7-9.

(4) Las tres piezas, así como los personajes que aquí son reseñados bajo nuestra óptica aparecen completas en: Bárbara MujicaA New Anthology of Early Modern Spanish Theater, Yale, Georgetown University Press, 2014, pp. 29 y ss.

Sugerencia de cita de esta reseña:

María Zozaya, “Una barca para el infierno en Évora. Gil Vicente, la Escola da Noite y el CENDREV”, TearTres,  30-10-2016, ISSN 2444-7374.

Safe Creative Register: 1610299583819.

Encontrar los “Trabajos de amor perdidos” de Shakespeare

Por María Zozaya

La elocuencia de Shakespeare repica en los ecos de la risa conseguida con la comedia Trabajos de amor perdidos.

Recientemente ha sido rescatada por la Fundación Siglo de Oro junto con el prestigioso Globe Theatre, y realiza una propuesta inmejorable dirigida por Rodrigo Arribas junto con Tim Hoare, y adaptada porJosé Padilla.  En dicha comedia, la locuacidad de los escritos del bardo se entrega a un tema que afecta a los corazones del común de los humanos.

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Imagen: Portada de la comedia Love´s Labour´s Lost, edición de 1598. Biblioteca  Folguer de Shakespeare.

El texto se centra en el ángel de los ojos vendados, que se contempla como el enemigo de la razón: ese enano gigante que es cupido, ese pequeño cuyas flechas son más fuertes que la maza de Hércules, y cuyas acciones consiguen seducir al más inteligente de la forma más estúpida… para ofuscar incluso a quien se autoconsideraba el mismísimo azote del amor.
Shakespeare eleva a las tablas el bloqueo que produce el amor ciego, que impide hablar incluso a la lengua más viperina, o que permite en los espíritus menos despiertos apenas pronunciar una estúpida fábula que lleve a la mofa común. El texto refleja aquel asalto incomprensible que impide pedir a la persona que te ha robado el corazón que te lo devuelva.

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El rey de Francia y sus caballeros deciden afrontar su amor. Imagen: Pentación, Iñaqui Zaldúa.

El argumento se centra en el encuentro entre el rey de Navarra y sus seguidores cuando intentaban confinarse al estudio en Palacio, lejos de las mujeres y los placeres mundanos. La empresa va a ser imposible ante la llegada de la princesa de Francia con su séquito, por todos los sentimientos que genera en contra de la voluntad de aquellos pretendientes a sabios.

La trama puede describirse mediante el conflicto que genera para la razón el encontronazo con la pasión y el sentimiento, que pretende transformar al amor en un insensato incomprensible cuando se antepone a la palabra jurada.

Sin embargo, la obra desvela cómo razón y pasión van unidas, pues la sabiduría que alimenta a la razón nace del amor, por convertirse en su fuente de inspiración más intensa. El texto refleja continuamente la elocuencia de Shakespeare, donde el propio ingenio del autor y la claridad de la trama se demuestran en la rapidez con que fluye la obra, en esta acertada versión de la Fundación Siglo de Oro. La dramaturgia está perfectamente entibada entre cajas y bambalinas, compuestas incluso con la ayuda de otros textos, con cuyos  añadidos consigue ofrecer un hilarante retablo de las maravillas que harán reír al más circunspecto.

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La reina de Francia con sus acompañantes. Imagen: Pentación, Iñaqui Zaldúa.

La presente puesta en escena otorga gran importancia al lenguaje -cuales puristas del Siglo de Oro-, tanto por actualizarlo con sus debidas cautelas, como por cuadrar hasta las incorrecciones del lenguaje. Entre otras escenas de humor que se suceden en el campo abierto de las aventuras de la obra, la compañía consigue provocar la risa con algunos fallos lingüísticos que lamentablemente son comunes en la actualidad; y que con la ligereza que se sueltan en los medios incluso harían levantarse al propio bardo de su tumba junto al mismísimo Cervantes, por lo que su crítica al mal uso del lenguaje actual se convierte en otro más de sus múltiples aciertos.

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Costra pide clemencia. Imagen: Pentación.

Los actores construyen un engranaje dramatúrgico perfectamente sincronizado entre los austeros pilares de la escenografía, donde consiguen bailar en conjunto durante toda la obra, sea en el estilo más clásico planteado de la puesta en escena, sea rompiendo la cuarta pared con diversos guiños que permiten acercarse más al espectador. Entre la genialidad del elenco hay que destacar la vis cómica de Pablo Vázquez en el papel del bufón shakesperiano (Costra), la humorosa seriedad de Javier Collado (Berowne), la ingenua torpeza de un rey enamorado interpretada por Julio Hidalgo (Rey Enrique), la jocosidad gestual que roza el humor absurdo de José Ramón Iglesias (Longaville), o la grandiosa necedad del alguacil de Navarra que consigue interpretar Jesús Fuente (Armado)… Papeles más cómicos de una representación donde todos los actores y actrices encajan fabulosamente cada frase dictada por el bardo, desde Alejandra Mayo (Rosalina), José Luis Patiño (Boyet), Jorge Gurpegui o Jesús Teyssiere (Mota), Sergio Moral (Dumaine), Alicia Garau (princesa de Francia), Montse Díez o Raquel Nogueira… hasta los propios patos que consiguen caer asincopados de la mano de Pablo Porcel.

La Fundación Siglo de Oro representa esta magnífica versión del Love´s Labour´s Lost en el Teatro Alcázar Cofidís hasta el día 10 (con sesión golfa inclusive a las 22 horas), para después salir de gira por España. Recomendamos ver, seguir, buscar y encontrar estos Trabajos de amor perdidos a todos los amantes de los textos del bardo de Stradford-upon-avon.

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Nota de la autora: las frases que están escritas en el presente texto castellano en cursiva son adaptaciones nuestras de frases de Shakespeare, en la versión que de dicha obra realiza la Fundación del Siglo de Oro.

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Sugerencia de cita: María Zozaya, Encontrar los “Trabajos de amor perdidos” de Shakespeare, en: TearTres, https://teartres.wordpress.com/  ISSN 2444-7374.

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